19 Setembro 2011 ~ 1 Comentário

Tira-gosto poético

“Não bastam as licenças poéticas, é preciso ir até às licenciosidades. Temos de molecar o idioma para que ele não morra de clichés. Subverter a sintaxe até à castidade: isto quer dizer: até obter um texto casto. Um texto virgem que o tempo e o homem ainda não tenham espolegado. (…) O nosso paladar de ler anda com tédio. É preciso propor novos enlaces para as palavras. Injectar insanidade nos verbos para que transmitam aos nomes seus delírios. Há que se encontrar a primeira vez de uma frase para ser-se poeta nela.”
Manoel de Barros

Uma Resposta

  1. Boneca sem manual 21 Setembro 2011 12:56 am Link

    gosto de licenciosidades…


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